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segunda-feira, 31 de outubro de 2022

Criação artística

Quando o pensamento surge,
Um tornado cósmico
Invade a mente do artista,
Na sua forma inconsciente,
Tudo se torna simples,
Espontâneo e ingénuo
Como menta de criança.
É nessa lógica
Sem razão,
Que a fantasia cresce
Na mística
Da criação,
Da obra realizada
E transformada,
Em arte.

(julho 2007)

 

Monstros

No oculto pensamento
Do sonho,
Surge o fantástico absurdo
Da visão irracional,
Onde os monstros criados,
Produzem o apocalipse
Do sobrenatural,
Para além
Do espaço/tempo
Da razão e do real.

(julho 2007) 

Tudo é real

O sono da razão
Gera monstros,
Para além
Da simples compreensão.
E quando a razão dorme,
As sereias cantam,
E até mesmo o invulgar
Tem limites.
E o mais admirável
No fantástico, 
É que o fantástico não existe,
Tudo é real!

 (julho 2007)

Arte

A fantasia do fantástico
É o imaginário do real,
A ilusão do sonho,
A mística da metafísica,
O irracional absurdo
Da visão apocalíptica
Do surreal metamórfico
Da intemporalidade
Na Arte.

(julho 2007)

Nada

Observo e vejo,
E o que vejo não quero ver,
Tudo é vão!
Nada existe, a não ser mente.
Procuro,
Mas quanto mais procuro,
Menos vejo.

Como posso compreender.

Tudo é pensamento,
Tudo são memórias,
Nada mais existe
Para quê, procurar o que não se encontra.
O espaço e tempo
Estão sempre em movimento,
A impotência é total!

O princípio e o fim, estão aí! 

(julho 2007)

 

Nada sei

Não sei quem sou,
Não sei o que faço.
E o que faço,
Não sei para que serve.
Tudo o que fiz
É passado,
Não importa o que foi feito.
Foi feito,
Porque era preciso fazer.
Vou continuar
A fazer coisas,
Não importa o quê.
Porque o que for feito
Para nada serve,
Porque não sei,
Quem sou.

(setembro 2007)

Silêncio

Penso na liberdade absurda,
E transmito o que não sei,
Crio imagens e coisas
Que não sei de onde vêm.
Vou não sei para onde,
E ando sem destino,
Até quando não sei.
Um dia tudo para,
E o silêncio é tudo.

(setembro 2007)

O som do silêncio

Duas mãos a bater fazem um som,
qual o som de uma só mão?

Esta é a grande questão,
se existe som
ou talvez não,
então decerto,
o som será silêncio.

Mas silêncio,
há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
do silêncio do caminho…

Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.

Então o que será?
Só pode ser a consciência!

Assim sendo,
o silêncio interior é o caminho
que desperta,
desabrochando a compreensão,
que um dia podes alcançar,
porque o silêncio é um remédio
para o mal,
do barulho que nos rodeia,
que é a falta de consciência.

(13 janeiro 2017)